Através do espelho
Manhã de sol invencível, vi num espelho transparência e reflexo. E lá estava aquele homem “demasiadamente humano”. Era apenas um sujeito despertando dentro dum sonho que voa veloz na insondável mente de Deus. Contemplando sua cidade destruída por dentro e por fora, ensurdecido pelos lamentos do sofrimento e da própria ignorância, notou sob suas ruínas algo de valor que ainda resplandecia. Tomou nas mãos a bela moeda perdida e viu nela gravado inocência. Virou a outra face e leu a inscrição responsabilidade. E ouviu como no primeiro dia a voz trovoada do seu chamado.
No hiato entre ilusões inconsistentes e sua nudez, aprendeu com violência o valor sagrado da vida, dom aos mortais. Uma enxurrada de conexões, rupturas e simultaneidades improváveis o arrastara para bem longe, mas renovada sua consciência na verdade, apercebeu-se calmo e feliz que também havia chegado ali caminhando. E dia após dia seguiu adiante no Caminho sentindo bem o chão sob os pés, com a cabeça erguida e o peito aberto, respirando misticamente cada cheiro de vida, olho no olho para as novíssimas cores do velho mundo.
Ora transformação, ora conformação, sempre gratidão e fé. Quero ser simples assim.
* É, voltei e voltarei a escrever por aqui…

Fé, há que se preservar realmente. Pressuposto único e fundamental de existência.
É elemento contido no ar, que impulsiona a vida day by day…
E vamos…caminhando!
*Voltarei…para acompanhar suas palavras(experiências)…
Lindo, lindo… Lembra Ruben Alves, embora introspectivamente mais denso, se é que me entende.