Uma Sinopse
É isto.
Meia sinapse. Devaneio…
Porque a cuca falha, a mente mente.
E a consciência insanamente
tateando, cheirando, degustando
de si no mundo vai processando o mundo em si. Depoimento…
Das abissais sombras emerge
no sereníssimo lago da sanidade.
Esquecimento aqui,
lá dentro o silêncio,
beleza ali. Percepção…
Toda via…
Os lances da linguagem e os enlaces da Pessoa são
inadequados, prolépticos, provisórios,
para sempre.
Feito meia sinapse. Nostalgia…
Meu palavreado. Livre e honesto!

Da sinapse à silepse, a vida segue o curso transposto dos embriagados…
Troca as pernas, anaforicamente.
Retoma em sua dêixis o que já foi e torna-o ilustre desconhecido.
Pronome que nos faz terceira pessoa e o outro, tratamento.
Palavras, e tudo volta ao seu lugar: lugar nenhum.
Meu palavreado é o não lugar
E a morada em mim é infinita ilha.
Envolta pelo embriagado rio de águas soturnas,
Que caminha de volta para o isolamento e caos…
Somos irmãos de pernas trôpegas.
Fico bem em saber que ambos somos terceiras-pessoas.
E me reconheço em suas palavras com nostalgia e saudade.
Abraços!!!
“Antes sejamos breve que prolixo!”
Valeu meu camarada, passe sempre por aqui…